MERGULHOS FUNDOS E VOOS INFINITOS

O mar aberto cheio de água e ondas, cheio de areia ao fundo e sua variedade marinha, muito se assemelha ao tamanho da mente que é minha. Que ora ou outra parece que está perto de explodir pelo tanto que habita ali. Não posso negar, tudo o que aqui mora é meu. Sem tirar nem pôr. E mesmo que seja meu, tem um punhado que já voou.

Aquilo que dizem “todo dia, tudo igual”, por aqui não é normal. A monotonia não me ocupa e em questão de milésimos de segundos o que era já não é mais. Preciso confessar, sou amante de longos voos. Sou pássaro que nem o fogo para. E por mais que minha mente tenha a imensidão do mar, pertenço mesmo ao ar.

A quem me é caro, apresento-me com “eis-me aqui”, mesmo que por obediência aos meus limites logo eu não esteja mais. De tanto voar aprendi, quem me cuida, quem me protege, quem me quer bem – tarefa só minha. Tanto quanto a de pertencer-me.

E de todos os encontros que me eletrizaram, o meu comigo não teve nem tem preço, nem tamanho, tampouco vale o pouco que, às vezes, se dispõem a oferecer. Sou do tanto. De escrever em diminutivo e pensar e sentir e falar no aumentativo.

Da intensidade que busca mergulhos fundos e voos infinitos. Aprendo sempre com todos os voos e volto – há hora em que antes do pouso é preciso taxiar.

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