ESTOU NO CAMINHO CERTO

Escrito originalmente para E aí, guria?

Cá estava eu pensando, nos encontros e nas partidas que acontecem durante a vida. Tomei nota de que toda despedida cala em algum lugar – acomete aquele silêncio doído. A sua, calou em muitas partes. No jornal que eu não conseguia abrir para ler. Nas músicas que deixei por um tempo de lado. Nas redes sociais que preferi me afastar.

Te via em todo canto. Nos hotéis em que nos hospedamos. Nos restaurantes que pedimos comida e ficaram salvos no aplicativo de entrega. Na saudade do mar que vivia batendo por aqui. Na falta de perder meus olhos nas suas sardas. Suas marcas.

Eu poderia escrever mais adjetivos e características por aqui, sobre o que me faz lembrar-te, sobretudo de como tem horas que dói a ausência do que fomos nós (ou do que não fomos, me ajude a pensar). No entanto, não vem a calhar, né? Já faz tanto tempo.

Tanto tempo desde que houve o desencontro. Que os caminhos desconectaram. E as piadas pararam de trazer sorrisos. E os abraços já não eram cheios de amor, embora os beijos ainda fizessem fogo em nós.

A verdade é que, tenho experimentado dias, em que a saudade se encontra maior que todo o resto. E eu entendo que seja normal – essa oscilação de humor e sentimento. Essa correria maluca em que meu coração bate. Mas é aí que sempre volto aquele dia que prometi não te esquecer.

Parece que estou no caminho certo.

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