TEM VERBO EM TODO LUGAR

Escrito originalmente para E aí, guria?

Adoro contar histórias que não são minhas, mas as minhas também conto. Peguei gosto por essa coisa de rabiscar num papel aqui, abrir um documento de Word acolá. Até mesmo num A4 em branco, escrevo a cidade, o dia e o ano. Em seguida, começo a endereçar palavras a um destinatário que quilômetros separam de mim.

Ao juntar letrinhas, insisto em falar de amor.

Isso já deve ter mais de uma década. Talvez, aconteça desde os primeiros anos da adolescência, quando começaram a surgir as primeiras paixões. As mais arrebatadoras. Aquelas que cresciam como fogo e que pareciam matar quando não correspondidas. É gostoso lembrar, sabe?

Hoje, depois de tanto tempo nessa caminhada. De tantas experiências. Depois de descobrir as variadas faces do amor, pareço preferir me encantar todos os dias por mim. E continuar me amando. Ao mesmo passo que tem dias que me apaixono duas, quatro, seis vezes. E me esqueço de todas as paixões quando chego em casa sorrindo e percebendo que é bom viver, de verdade.

Momentos interessantes são escritos. Às vezes, preservados nos segundos de reboliço mental e faíscas no estômago. Quando no sono, já no fim da noite, com a cabeça em paz fica prazeroso demais sentir, pulsar. Abraçar e deixar ir. Encontrar, escapulir. Ir e existir.
Tá vendo? Se reparar bem, tem verbo em todo lugar.

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