O universo volta pro lugar

Durante o último um ano e pouco fiquei repetindo para os meus amigos que não acreditava mais que meu coração fosse encontrar abrigo e se sentir à vontade ao lado de alguém. Insistia em dizer que estava tudo bem e eu poderia viver com isso.

Nesse período, aprendi os prazeres da minha companhia. Encontrei aqui dentro o que tranquiliza, o que agita. E confesso que não estava esperando me sentir tão confortável do lado de alguém, até que meu olhos encontraram os dela.

E eu que sou intensa e entregue demais abandonei o medo de demonstrar o que sinto. Coisa que foi crescendo com os tombos da vida, o medo me tirou a coragem de expor o vibrar descompassado do coração. Descompassado porque vem com euforia e ansiedade antes de vê-la. E aí, quando paro minha mão na dela, o universo volta pro lugar.

Ontem, falei pra ela (e provavelmente a deixei assustada), que ela ainda não sabe, mas vai casar comigo. Ela riu. É que ela não sabe também que o medo foi embora e a coragem é grande. E não meço mais o que pode e o que não pode dizer ou demonstrar. Até porque, eu que não tenho nem vontade de casar em cerimônia, combinei com ela que a gente vai casar de dia, no campo.

Que o tempo seja corajoso e carinhoso com a gente. E meu coração espera que ela descubra e queira também viver esse amor.

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