PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI…

O ano é 2018, a trajetória até aqui tem parecido um caos. Um país dividido, vivendo o desespero do desconhecido. O que virá pela frente? Como manter relações quando as ideias não batem? Como abrir conscientização em mentes tão conservadoras? Como ficar em paz no meio de tudo isso?

Quando penso no futuro do Brasil, vejo um imenso ponto de interrogação. Percebi que no decorrer dos anos, nos perdemos. Uns dos outros. Os eleitos de nós. Nós, do total interesse por nossa pátria. Ao meu redor, vejo um extremismo absurdo, isso dá medo. Ideais conservadores me dão medo. Nós já não somos os anos Antes de Cristo. Somos muitos, muitos anos depois dele. No meu caminho, aprendi que a evolução estará sempre presente, é importante acompanha-la.

As relações andam sendo quebradas, exterminadas, no intuito de afastar e defender aquilo em que se acredita. Nós todos temos nossas experiências, nossas verdades. E, sim, há momentos em que é difícil aceitar que não há verdade absoluta. Seremos, sempre, diferentes uns dos outros. Isso é lindo. E para não nos tornarmos guerra, peço que encontremos um jeito de juntos caminhar.

Recentemente, li um texto de Tay Barcelos, que diz sobre ‘Josés’ e ‘Paulos’. ‘Josés’, são aquelas pessoas simples, que não tem muitos recursos de informação, que não conseguem ou podem se conscientizar mais do cenário político, ou dos candidatos. ‘Paulos’, são aqueles que mesmo conhecendo a história, mesmo tendo recursos para se informar, ainda optam por aquele que não vou nomear. Tay, diz que aos ‘Josés’, devemos minutos do nosso tempo, para informar e tentar elucidar. Aos ‘Paulos’, nossa indiferença, e um termo que não quero usar aqui. Concordo com Tay, não adianta ficar brigando com quem não quer ouvir.

Mentes conservadoras, não vão mudar. Para elas, não tenho esperanças. Porque, é certo que, não viveram num cenário de pobreza, ou passaram por situações de racismo, machismo ou homofobia. Preconceitos no geral, que quem defende os que já passaram por, vive na empatia para mostrar que todos somos iguais. No entanto, não é todo mundo que está aberto a abrir os braços e dizer “venha, vamos juntos”.

Perdi minha paz em algumas situações, e não foi bom. Não mudei ninguém com quem tentei conversar, porque não se muda as pessoas. Fiz o que pude: me posicionei, não me omiti. E no final das contas, quando o assunto surge, sempre tem um lado que quer falar mais alto (do subir a voz mesmo), e meu discurso hoje é: ei, não estou gritando. Isso pode quebrar agressões.

Em momentos assim, recordo-me sempre, de 1964 a 1985, onde vivemos 21 anos de ditadura militar. Lembro-me, especialmente, do que nossos artistas fizeram por nós, Caetano, Gil, Gal Costa, Geraldo Vandré, Bethânia, Chico. E tantos outros. Geraldo Vandré nos deixou uma preciosidade, PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DAS FLORES, sempre tão atual. Sempre tão social. Sempre paz pro meu coração.

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