RESSIGNIFICANDO PALAVRAS PARA CONTINUAR A VIVER

Escrito originalmente para Poligrafias.

 

A vida percorre os dias, como se houvesse nexo. Gente que vai embora. Gente que chega e parece que as almas se encontram, sabe como? Não há de se ver explicação em tudo. Às vezes, o momento elucidativo demora a chegar aos olhos. E nessa brincadeira de viver, experimento escrever.

Escrever como se fosse o tempo. Declarando que meu peito pulsa, enquanto meu pulmão infla e esvazia para isso. Como se não me faltasse mais nada. E não falta.

Está tudo aqui dentro, do peito e da mente. Fazendo com que as chegadas sejam melhor apreciadas. E as despedidas a eficácia para a maturidade.

É que a vida percorre os dias, como se houvesse nexo. Vê? E esse desconexo de não saber muito sobre o futuro, é o mistério que me permite desenhá-lo. Fazê-lo. Reinventá-lo. No amanhecer mais que desperto. Hoje tomo chá, e café é só para não perder o costume. Porque acordo para poder viver como se fosse encontrar almas, por onde quer que eu passe.

Ressignificando, o que traz o dicionário, sobre trabalho – sou caçadora de almas. Sou encantadora de amor.

E poeta, nas horas  em que, sem mais delongas, insisto em falar de amor.

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