OS TRENS VÊM E VÃO – E EU TAMBÉM

Um texto meu, da história de @bmulhoa.

Hey, garoto. Será que você sabe que essa tua indecisão já não me alcança? Que teu chove não molha, não mais me atrai? Estou certa sobre quem sou e tua bagunça não vai me afetar. Libriano, nato – você. Canceriana, pura – eu. Você um indeciso, que acredita que vou ficar te esperando, mesmo depois de tudo que a gente passou. Eu, estou curada da dor, mas não esqueço, que foram tuas dúvidas que te fizeram partir, e por elas não volto pra ti.

É certo que por um tempo, o “se” me ocorreu de inúmeras maneiras. “Se” você ficasse, o que seria de nós? “Se” você não pensasse tanto, teria ficado? “Se” coubesse-me no teu presente, partirias por quê? Até que percebi, que “se”, não me levaria a lugar algum. E pairando no ar não queria ficar. E não fiquei…

O trem parou na estação, eu entrei. Como se não pudesse mais olhar para trás, mas olhei – não nego. Foram horas e horas olhando. O vidro do trem embaçou, ao menos, foi o que pensei – na verdade eram meus olhos embaçados, pois marejavam.

Água seca, evapora. E as lágrimas que tanto caíram, findaram-se. E a força me ocorreu. Quando o trem parou, pude descer sem sentir a dor de não te ter. Foi assustador. Foi de arrepiar. Porém, foi só pisar trem a fora, que senti uma força que nascia ali, naquele instante. Essa força é o que me mantém. Amei-me, como amei a ti. E como eu merecia ser amada por ti. Só que a vida é assim, os trens vêm e vão. E eu também.

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