ESTOU SEM VONTADE DE POUSAR

É que eu vivo sumindo, sabe? Sumindo dos lugares. Das pessoas. Das coisas que pesam. Às vezes, até do que é leve. Eu me guardo. Me afasto. Me vou. Tem sido difícil acreditar no ser humano, nas coisas boas que dizem querer – mas, o problema sou eu. Que tenho minha esperança escassa. Que ainda não me recompus. Ainda não consigo.

Não dá mais. Perdi mesmo um pouco da fé. E todo o amor que prego é pro mundo. Sem gaiola. Sem exclusividade. Sem me entregar a uma coisa só. Quando se quer muito, pelo menos um desse muito acontece. Quando se quer pouco, o risco é grande demais. E não estou em posição de me arriscar. Assim, eu sumo. Porque ser só é confortável. E a solidão já se tornou minha amiga. Par, duo, parceria – nem reconheço.

Tudo tem tido pressa em demasia. Os dias não param de acelerar, como se precisassem ganhar uma corrida, ou algo do tipo. E no fundo, queria que cada segundo durasse um pouco mais.

Estou voando no meio das nuvens. Sem vontade de pousar.

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