ENCONTREI DENTRO DE MIM O QUE ME FALTAVA

Em parceria com a Rê Vieira

Já ouvi algumas vezes “você precisa sair da toca, o que está acontecendo?”. É que o silêncio incomoda, sabe? Porém, tem sido tão necessário, quanto respirar. Assinei minha liberdade quando escolhi me afastar de pessoas tóxicas, que não respeitavam meu espaço. Que sugavam minha energia e que jogavam para o ralo a reciprocidade.

Quando capítulos se encerram, é normal que a vontade de se guardar aumente. Nós somos humanos, e não há mal algum em assumir fraquezas e sofrimentos. Enquanto houver força para enxerga-los, senti-los e ver que está tudo bem, e que na hora certa vai passar.

Não é fácil olhar para tudo o que um dia me fez tão bem e simplesmente, “abrir mão”. Mas se for pra deixar por perto aquilo, ou aqueles, que apenas irão subtrair, então por que ter medo de deixar que se vão de uma vez? Ausência por ausência, que seja a da despedida daqueles que já não emanam paz.

Não, nem tudo são rosas e arco-íris, não dá pra simplesmente olhar para trás e não se sentir nostálgico. Mas, maior que a nostalgia é o vazio, sim, vazio de tudo aquilo que sobra por não fazer mais parte da gente.

Então, eu me tornei uma pessoa egoísta por completo. Prezo pela calmaria de dias corridos e da loucura dos dias monótonos. Passei a dar ouvidos ao que gritava minha sanidade mental. E desde então me agarro a um monólogo comigo mesma e dispenso todas as outras palavras e significados que “pessoas” possam vir a despejar em cima de mim.

Solidão? Sim, ela tem se tornado minha companheira de viagem, e quer saber? Eu nunca me senti tão bem acompanhada. Acabaram as amarras de um roteiro organizado, e me encontro abraçada ao meu próprio corpo. E principalmente aos meus próprios sonhos.

Estou indo de encontro com as energias que estão espalhadas pelo universo e que por alguma coincidência irão bater com a minha. Porque quando é de verdade a gente sabe, a gente sente. E tudo aquilo que não é? Bem, aí já não me interessa mais. (Não me cabe mais).

E eu, que nunca acreditei em finais e separações, me pego levando isso numa boa, na paz e na tranquilidade, porque encontrei dentro de mim o que me faltava.

Laura Aquino @lauraaquinoa

Rê Vieira @revieiraescritora

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