Cartas que escrevi pra você, mas não mandei

Muitos anos atrás te olhei com admiração, cê me inspirou força e garra. Encarou o mundo e se mostrou pra ele. Eu achei aquilo lindo de bonito. E um dia quando conversávamos, tive vergonha daquela menina bobinha que te vislumbrava. Mas os anos passaram, foi depois de bastante tempo que a gente se encontrou. Te contei que escrevia sobre você, depois passei um tempo sem te acompanhar. Só que, quando cê entrou naquele Uber junto comigo, fui dominada por um frio na barriga que me lembrava quem eu era – a adolescente – e quem sou hoje, ou melhor, quem eu era naquele dia. Eu queria ter pegado na sua mão ali, mais que depressa, mas não o fiz – deixei pra mais tarde, acredito que se lembra disso.

Não me deslumbro com quase nada, só acredito com toda minha força no amor. E é por isso que quebro a cara. Dentro do meu peito é você, mas a minha cabeça sabe que não adianta uma mensagem dizendo que te amo. Não adianta ligar, nem aparecer no seu prédio com meu sorriso bobo olhando seu sorriso que combina tanto com seu narizinho e olhos. E que olhos.

Encarar essa maré sozinha é duro, sabia? Tem muito que compartilharia contigo. Cê faz falta aqui.

 

Admirei.

Esperei.

Quis que fosse sempre.

 

~

Com carinho,

Laura.

Foto: iStock by Getty Images

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