Conforme o tempo passa

Às vezes me pego pensando no tempo que está passando e em como o corpo começa a sentir de um jeito diferente. Aquela coisa de ficar em pé o rolê todo acaba e os olhos, logo ao chegar, de soslaio encontram um lugar confortável pra descansar. Tem dias que pedem mais bebidas, noutros um gole a mais e pronto, estou derrubada no sofá de ressaca na manhã seguinte. E o interessante é que com a maturidade vem também as prioridades.

Com o tempo descobri que prefiro encontrar os amigos em casa para comer, conversar e ouvir música. Deixei a balada para um final de semana ou outro. Percebi que roupas, calçados e alguns objetos pessoais duram mais que cinco anos, e fiquei em choque, depois agradeci, afinal, fiz bons investimentos. E aquele sentimento de nostalgia ao ouvir música da adolescência também insiste em aparecer vez ou outra na minha playlist, fazendo o coração vibrar diferente.

Optei por treinar em casa ou ao ar livre, por conta do sossego e de poder ficar descabelada tranquilamente sem receber olhares me analisando. Me permiti deixar algumas coisas no passado e só carregar o que valia a pena, e assim permaneci com a consciência tranquila, sem grandes arrependimentos. Enxerguei que a sabedoria se aperfeiçoa com o tempo, mas principalmente, conforme estava disposta a recebe-la e vive-la. Troquei alguns hábitos para cuidar melhor da saúde, alimentação e “the lifestyle”. Notei que fiquei mais suscetível a ficar resfriada, por isso tenho cuidado mais de perto do que como e faço exercícios com mais frequência, além de que tenho que começar agora a modular o corpinho firme que quero no futuro, não é mesmo?

As músicas deixaram de ser apenas para dançar e a reflexão nas letras se tornou algo comum. Mas, nem por isso fiquei com frescuras, pelo contrário, me liberei para aproveitar cada momento. Porque o tempo tem sido incisivo em me mostrar que cada hora é única e que nada é para sempre. E ao ouvir a música “Um Dia Após o Outro” do Tiago Iorc vi o quanto faz sentido dar um passo de cada vez quando logo de cara diz “Pra começar cada coisa em seu lugar e nada como um dia após o outro”. Com isso tudo, conclui que refletir o passado para não repetir os mesmos erros e para evoluir, ok. Só que o tempo anda para frente, para seguir adiante, e por isso o passado fica lá onde ele foi, onde existiu. E a você que me lê, desejo o mesmo.

E essa lista de preferências vai mudando conforme mudo também, sem contar que os vinte e cinco anos de vida me fizeram entender que isso é bom, que essa coisa de poder viver, experimentar e saber meus limites, pode ser bastante prazeroso.

 

Laura Aquino

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