Número 23

Era mais uma segunda-feira, fim de tarde e eu chegava ao prédio para apertar no interfone o número 23.
Nem todos sabiam, mas meu mundo estava todo, ou quase todo ali. Até porque é difícil que nos conheçam por inteiro, inteirinho, eu nem me conheço tanto assim. Mas era naquele lugar que me sentia confortável para arrumar a casa. Para encontrar meus medos, para falar e dar risada. Ou chorar minhas mágoas.
De todos os lugares no mundo, o número 23 era o segundo para o qual eu sempre voltava, por medo ou ousadia. E sempre, sempre com coragem.
Essa era uma segunda cheia de calor, calor na temperatura e no meu peito. Me sentia em paz. E não sentia medo. Não queria mais colo, só queria voar. E como sempre voei para o 23 de todas as semanas, de peito aberto.
Por: Laura Aquino
Foto: We Heart It

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